Água quente me borbulha, sou a bolha que estoura; estou no ar e o vento me leva.
O fogo apaga as minhas cinzas.
O vazio desforja; não me machuco, pois em breve não irei mais existir.
Quantas vezes terei que dizer não?
Digo para fugir, mas não posso, minhas ações determinaram o que deve ser feito, eu que nunca acreditei na justiça humana faço da minha própria justiça a divina, temendo pela pior retaliação, e nego; não tenham pena de mim; meu ciclo está encerrado, as estrelas um dia se tornam poeira, e esse será o meu destino.
A aranha irá me devorar; minha teia se desfez, minhas patas caíram pelo espaço; cosmo, perfume e amor; palavra.
Não me resta mais nada a dizer e continuo dizendo por compulsão, talvez porque enquanto falo não posso desaparecer, e por isso não cesso, mas vou desaparecer.
Choro e lágrimas não são do meu feitio; derreto e me apago, decerto não terei pena.
Lamento por você, que sempre me apoiou.
Não que eu saiba quem você é, mas ainda assim agradeço, incógnito...”
Mensagens recebidas por mim, ou traduzidas de sites em outros idiomas, direcionadas para o crescimento espiritual e iluminação dos seres na terra.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Poesia
Marcadores:
Amor
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