segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

As mãos


Há mãos que sustentam e mãos que abalam.
Mãos que limitam e mãos que ampliam.
Mãos que denunciam e mãos que escondem os denunciados.
Mãos que se abrem e mãos que se fecham.

Há mãos que afagam e mãos que agridem.
Mãos que ferem e mãos que cuidam das feridas.
Mãos que destroem e mãos que edificam.
Mãos que batem e mãos que recebem as pancadas.

Há mãos que apontam e guiam e mãos que desciam.
Mãos que são temidas e mãos que são desejadas e queridas.
Mãos que dão com arrogância e mãos que se escondem ao dar.
Mãos que escandalizam e mãos que apagam os escândalos.
Mãos puras e mãos que carregam censuras.

Há mãos que escrevem para promover e mãos que escrevem para ferir.
Mãos que pesam e mãos que aliviam.
Mãos que operam e que curam e mãos que amarguram.

Há mãos que se apertam por amizade e mãos que se empurram por ódio.
Mãos furtivas que traficam destruição e mãos amigas que desviam da ruína.
Mãos finas que provam dor e mãos rudes que espalham amor.

Há mãos que se levantam pela verdade e mãos que encarnam a falsidade.
Mãos que oram e imploram e mãos que devoram.
Mãos que matam.
Mãos que enganam.
Mãos que entregam.
Mas há também as mãos que carregam a cruz,
E aquelas que enxugam o rosto de Jesus.

A diferença não está nas mãos, mas no coração.

É na mente transformada que dirige a mão santificada, delicada.
É na mente agradecida que transforma as mãos em instrumentos de graça.

Mãos que se elevam para abençoar.
Mãos que baixam para levantar o caído.
Mãos que se estendem para amparar o cansado.

São somo mãos de Deus, que criam, que guiam, que salvam, que nunca faltam.
Há mãos, e mãos.

As tuas, quais são?
De quem são?

Para que são?



















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