Há mãos que sustentam e mãos que abalam.
Mãos que limitam e mãos que ampliam.
Mãos que denunciam e mãos que escondem os denunciados.
Mãos que se abrem e mãos que se fecham.
Há mãos que afagam e mãos que agridem.
Mãos que ferem e mãos que cuidam das feridas.
Mãos que destroem e mãos que edificam.
Mãos que batem e mãos que recebem as pancadas.
Há mãos que apontam e guiam e mãos que desciam.
Mãos que são temidas e mãos que são desejadas e
queridas.
Mãos que dão com arrogância e mãos que se escondem ao
dar.
Mãos que escandalizam e mãos que apagam os escândalos.
Mãos puras e mãos que carregam censuras.
Há mãos que escrevem para promover e mãos que escrevem
para ferir.
Mãos que pesam e mãos que aliviam.
Mãos que operam e que curam e mãos que amarguram.
Há mãos que se apertam por amizade e mãos que se
empurram por ódio.
Mãos furtivas que traficam destruição e mãos amigas
que desviam da ruína.
Mãos finas que provam dor e mãos rudes que espalham
amor.
Há mãos
que se levantam pela verdade e mãos que encarnam a falsidade.
Mãos
que oram e imploram e mãos que devoram.
Mãos
que matam.
Mãos que
enganam.
Mãos
que entregam.
Mas há
também as mãos que carregam a cruz,
E
aquelas que enxugam o rosto de Jesus.
A
diferença não está nas mãos, mas no coração.
É na
mente transformada que dirige a mão santificada, delicada.
É na
mente agradecida que transforma as mãos em instrumentos de graça.
Mãos
que se elevam para abençoar.
Mãos
que baixam para levantar o caído.
Mãos
que se estendem para amparar o cansado.
São
somo mãos de Deus, que criam, que guiam, que salvam, que nunca faltam.
Há
mãos, e mãos.
As
tuas, quais são?
De quem
são?
Para
que são?



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