Muitos mal-entendidos e falsas crenças sobre Cristo desaparecerão se você compreender
que em Cristo não existe passado nem futuro. Dizer que Cristo foi ou será é uma
contradição. Jesus foi. Foi um homem que viveu há dois mil anos e se apercebeu da presença divina, da sua verdadeira natureza. E por isso ele disse: "Antes de Abraão ter sido, eu
sou." Ele não disse: "Eu já existia antes de Abraão ter nascido." Isso teria significado que
ele ainda se encontrava na dimensão do tempo e na identidade da forma.
As palavras "Eu sou" usadas numa frase
que começa no pretérito passado indicam uma mudança radical, uma descontinuidade na dimensão temporal. É uma afirmação Zen muito profunda. Jesus tentou comunicar diretamente, e não através do pensamento discursivo, o significado de presença, de auto-realização. Ele passara para além da dimensão da consciência dominada pelo tempo para o reino do intemporal. A dimensão da eternidade chegara a este mundo. A eternidade, evidentemente, não significa tempo sem fim, mas a ausência de tempo. Assim, o homem Jesus tornou-se Cristo, um veículo de pura consciência. E qual é a definição que, na Bíblia, Deus dá de si próprio? Deus disse: "Eu sempre fui e eu sempre serei"? Claro que não. Isso teria dado realidade ao passado e ao futuro. Deus disse: "EU SOU AQUELE QUE É". (Êxodo 3, 14 Não há aqui tempo, apenas presença.
A "segunda vinda" de Cristo será uma transformação da consciência humana, uma conversão do tempo para a presença, do pensamento para a pura consciência, e não a chegada de algum homem ou mulher. Se "Cristo" voltasse amanhã sob uma forma, que poderia ele ou ela dizer-lhe que não fosse isto: "Eu sou a Verdade. Eu sou a divina presença. Eu sou a vida eterna. Eu estou dentro de si. Eu estou aqui. Eu sou o Agora.
As palavras "Eu sou" usadas numa frase
que começa no pretérito passado indicam uma mudança radical, uma descontinuidade na dimensão temporal. É uma afirmação Zen muito profunda. Jesus tentou comunicar diretamente, e não através do pensamento discursivo, o significado de presença, de auto-realização. Ele passara para além da dimensão da consciência dominada pelo tempo para o reino do intemporal. A dimensão da eternidade chegara a este mundo. A eternidade, evidentemente, não significa tempo sem fim, mas a ausência de tempo. Assim, o homem Jesus tornou-se Cristo, um veículo de pura consciência. E qual é a definição que, na Bíblia, Deus dá de si próprio? Deus disse: "Eu sempre fui e eu sempre serei"? Claro que não. Isso teria dado realidade ao passado e ao futuro. Deus disse: "EU SOU AQUELE QUE É". (Êxodo 3, 14 Não há aqui tempo, apenas presença.
A "segunda vinda" de Cristo será uma transformação da consciência humana, uma conversão do tempo para a presença, do pensamento para a pura consciência, e não a chegada de algum homem ou mulher. Se "Cristo" voltasse amanhã sob uma forma, que poderia ele ou ela dizer-lhe que não fosse isto: "Eu sou a Verdade. Eu sou a divina presença. Eu sou a vida eterna. Eu estou dentro de si. Eu estou aqui. Eu sou o Agora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário